Como o pensamento flexível pode mudar nossas vidas

Físico norte-americano Leonard Mlodinow apresenta os preceitos de seu livro “Elástico”

em 17/10/2019

Nos últimos dez anos, a tecnologia impôs uma velocidade exponencial de mudanças no modo como nos comunicamos e realizamos atividades das mais complexas às mais cotidianas. E o ritmo incessante de transformações requer  uma necessidade igualmente veloz de adaptação. Para enfrentar esse cenário desafiador, temos que mudar a maneira de pensar. Essa é a proposta do físico norte-americano Leonard Mlodinow, que apresentou os preceitos de seu mais novo livro, “Elástico”, na Casa Firjan, dia 21 de maio.

Durante a palestra “Como o pensamento flexível pode mudar nossas vidas”, Mlodinow falou sobre a importância dessa característica para sobreviver nos tempos atuais. “Precisamos aprender a olhar e pensar as coisas de outro modo. A distância entre os bem-sucedidos e os malsucedidos está cada vez maior. Quem não consegue se readaptar às novidades está fadado a desaparecer, como acontece com muitas empresas que têm sido atropeladas por outras”, destacou o autor dos best-sellers "Subliminar" e "O andar do bêbado".

Mlodinow explicou que, na ponta oposta ao pensamento flexível, está o pensamento analítico. Muito útil nas situações bem definidas e com as quais já estamos habituados, ele funciona em ambientes estáticos, o que não corresponde mais à realidade. “Antigamente não precisávamos tanto do pensamento flexível. Mas agora é preciso imaginar e gerar ideias, descobrir a melhor forma de resolver questões, buscando perspectivas de outros campos também”.

Uma das características fundamentais na atualidade é a capacidade de abandonar mentalidades convencionais e reformular as perguntas que estamos acostumados a fazer. “O conhecimento não é algo ruim, mas pode ser um empecilho para novos olhares, pois suas premissas nos impedem de ir mais longe com a criatividade e a imaginação. As empresas devem ter coragem de ousar e desafiar premissas fixas para inovar”, observou o físico.

De acordo com Mlodinow, nosso cérebro é uma máquina de ideias que não cessa de estabelecer conexões. No entanto, ele também impõe filtros a essas ideias a todo tempo, o que dificulta o pensamento original e divergente. “O pensamento flexível abre o cérebro e fecha os filtros convencionais, libertando a imaginação. Temos que aprender a controlar esses filtros para solucionar problemas antes bloqueados mentalmente”, explica.

Receita para um pensamento flexível

Mlodinow apresentou algumas regras a serem seguidas pelas empresas. Perder o medo do fracasso e não ter vergonha de errar são posturas importantes para liberar essa flexibilidade e se lançar a novos desafios. Também é preciso aceitar as incertezas e contradições, em vez de lutar contra elas.

Além dessas dicas, abraçar a diversidade é fundamental. “Sair da bolha e conhecer pessoas nos dá outra visão de mundo. O ambiente também importa e não podemos nos fechar dentro dele”, alerta.

E o que fazer com o ritmo veloz do dia a dia? Segundo Mlodinow, devemos desacelerar para avançar, vencendo o nosso grande inimigo atual: o deadline. “Ter tempo para explorar novas ideias é uma receita imprescindível. Com frequência, os prazos nos colocam em caixas muito analíticas. E precisamos aprender a pensar fora da caixa, liberando nosso pensamento e abraçando as mudanças”, finaliza.

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