Economia da Longevidade: Como preparar o mercado para uma população cada vez mais madura

Como profissionais acima de 50 anos podem se manter relevantes diante das transformações digitais e da velocidade das mudanças?

em 21/11/2019

A transformação demográfica, no Brasil e no mundo, é uma realidade. A força de trabalho já é constituída por pessoas de até cinco gerações e, segundo as projeções, o número de trabalhadores com mais de 60 anos deve dobrar, globalmente, passando dos 2 bilhões em 2050. Porém, estamos preparados para lidar com os desafios que essa nova realidade traz? Como profissionais acima de 50 anos podem se manter relevantes diante das transformações digitais e da velocidade das mudanças? O que as empresas devem fazer para se preparar para esse cenário?

Pensando nisso, a Casa Firjan sediou o evento “Economia da Longevidade: Como preparar o mercado de trabalho para uma população cada vez mais madura”, em 30/11. O evento aconteceu em parceria com a MaturiJobs, primeira plataforma do Brasil que conecta profissionais acima de 50 anos a empresas que buscam experiência e comprometimento. A companhia já conta com mais de 100 mil pessoas cadastradas em todo o país.

Na opinião de Mórris Litvak, CEO e fundador da MaturiJobs, o país ainda não está preparado para lidar com esses desafios, ainda mais depois da crise, momento em que muitas empresas optaram por “juniorizar” suas companhias em busca de redução de custo. “Porém, isso é um equívoco, uma vez que a pirâmide etária brasileira está se invertendo e cada vez mais terá mão de obra madura disponível”, argumentou. No Brasil, já são mais de 50 milhões de pessoas acima dos 60 anos, sendo o sexto país com maior número de idosos do mundo.

Entre os benefícios para a empresa ao contratar profissionais mais maduros, Litvak destacou a diversidade intergeracional, que estimula a inovação e a troca de experiências; a visão ampla de negócios que esses trabalhadores têm; a menor rotatividade, por serem mais comprometidos e terem mais visão do que querem; e um padrão de qualidade sólido, conquistado por muitos anos de experiência. “Precisamos investir em diversidade etária também. Ela é tão importante quanto as outras”, pontuou.

Por sua vez, Marcia Tavares, CEO e fundadora da WeAge, startup de desenvolvimento de competências para a gestão da longevidade, lembrou que, ampliar a empregabilidade dos trabalhadores 60+, aumentará o PIB brasileiro em cerca de R$ 18,2 bilhões ao ano, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV). Ela ressaltou que a revolução da longevidade não pode ser parada, mas é possível desenvolver habilidade para se adaptar a elas.

Por fim, Marcia chamou a atenção para o impacto social negativo de deixar essas pessoas fora do mercado de trabalho. “Se engana quem pensa que esse impacto não chega às empresas. Muitos profissionais mais velhos acabam tendo depressão e deteriorando a saúde, e quem, se não os filhos, vão precisar se ausentar do trabalho para cuidar dos pais? No Brasil,  Instituições de Longa Permanência do Idosos (LPIs) são muito caros”, ponderou.

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