Blockchain e a revolução financeira: Os impactos da criptomoeda na economia

Tendência de desmaterializar o que consumimos não tem volta, acreditam palestrantes

em 21/11/2019

O mundo caminha a passos largos na era digital e a tendência de desmaterializar o que consumimos não tem volta. Com dados e dinheiro não será diferente. Para debater o tema, a Casa Firjan realizou, em 29/10, a palestra “Blockchain e a revolução financeira: Os impactos da criptomoeda na economia”. O encontro teve o objetivo de compreender o funcionamento dessas tecnologias, suas diferentes funções e o seu potencial de alavancar modelos inovadores de negócios. O debate aconteceu dentro do projeto Aquário, um ciclo de palestras sobre temas importantes para a nova economia e seu impacto na sociedade.

Bitcoin é uma criptomoeda descentralizada e um dinheiro eletrônico para transações ponto-a-ponto. Uma moeda que não necessita de intermediários para funcionar, o que significa que não dependemos de bancos, grandes corporações ou governos para movimentar valores. E o que significa blockchain? “É um sistema que permite transacionar dinheiro e informação sem a necessidade de intermediários, empresas, bancos ou governo. É uma tecnologia de redes, uma estrutura de registro distribuído. Os registros existem, porém, a informação está custodiada por um grupo”, explicou Vanessa Almeida, cofundadora do BNDES Blockchain Lab.

O sistema, portanto, embora remeta à ideia de transação financeira, não se restringe ao campo monetário. A tecnologia também tem potencial para empresas e mais ainda para o governo. Vanessa destacou a importância para o compartilhamento de informações, de forma segura, por agências responsáveis por registros, como na área da saúde pública.

Para Rafael Nasser, professor da PUC-Rio, blockchain é, na verdade, uma tecnologia para distribuição de poder. “Na prática, o que se pretende é a descentralização do poder. Quando acontecer o amadurecimento dessa tecnologia, haverá fluidez no mundo dos negócios, porque se trata de um sistema mais rápido, e todo seu processo é online”, pontuou ele, que dá aula nos cursos de DLT (Tecnologias de Contabilidade Distribuída ou Distributed Ledger Technologies, no termo original em inglês), Blockchain & Smart Contracts.

Gabriel Aleixo, pesquisador do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS Rio), acrescentou que a criptomoeda também está se firmando agora. “O bitcoin vai fazer 11 anos. É a primeira moeda digital descentralizada a funcionar no mundo. Ela não está atrelada ao PIB e não depende de banco. É a última fronteira da desmaterialização, que já vimos na música e nos filmes. Não temos mais unidade física, é tudo acessado por meio de plataforma”, ressaltou.

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