Desempenho criativo otimizado

Charles Watson nos ajuda a desvendar os mecanismos envolvidos nos processos de inovação

em 17/10/2019

O que é criatividade? As pessoas nascem criativas? Há técnicas para estimular o desenvolvimento dessa qualidade? Para Charles Watson, pesquisador escocês especialista em processo criativo, a criatividade não é uma epifania. Tampouco se trata de algo inerente ao ser humano. Mas é uma atividade complexa que exige, acima de tudo, investimento de tempo e energia.

Fugindo de definições clichês do termo, em 16/04, Watson falou ao público de Aquário, o ciclo de palestras da Casa Firjan, sobre “Desempenho criativo otimizado”. Longe das ideias esporádicas que surgem como soluções inesperadas para algum tipo de problema, o pesquisador chama de “criatividade significante” aquela que tem desdobramentos para além da esfera pessoal, deixando rastros inquestionáveis que geram valor e contribuições para a sociedade.

Como se alcança a criatividade significante? Através de uma ampla variedade de referências aos mais distintos campos de conhecimento, Watson abordou pré-requisitos fundamentais para estar em sintonia com o processo criativo. Além do investimento de tempo, é preciso uma conexão apaixonada com o assunto escolhido, por meio de um trabalho verticalizado e persistente.

Entretanto, isso também não é o suficiente. É necessário um incremento diário de dificuldades. Watson denomina de “prática deliberada” o reconhecimento, por parte do criador, de seus pontos fracos, procurando trabalhá-los com mais afinco. “Os melhores profissionais não são aqueles que prosperaram nas facilidades e sim os que lutaram contra grandes impedimentos”, argumenta.

Foco, comprometimento e coragem

A imposição de limites também é fundamental nesse processo. Engana-se quem pensa que a criatividade é uma atividade autônoma e livre de amarras. Segundo o pesquisador, a restrição é importante para a produção de boas ideias. “A criatividade implica aceitar e até mesmo depender de limites, muitas vezes sufocantes. É sob essas condições que as pessoas produzem melhor. Isso é especialmente relevante no mundo dos negócios, em que é preciso saber renunciar a milhares de ideias e ter foco e comprometimento com um objetivo. Quanto mais restrito for o espaço de atuação, mais impelidos somos a buscar saídas inusitadas”, ressaltou.

Outro aspecto necessário para criar é manter-se em constante movimento, assumindo riscos e investindo neles. “Na maioria das vezes, as empresas estão mais preocupadas em não perder do que em ganhar. Mas a história das grandes inovações está nos lugares desconhecidos, onde não há recompensas previsíveis. As boas ideias não seguem um caminho linear, mas bifurcações inesperadas, muitas vezes baseadas na tentativa e erro. Isso é criatividade e é preciso uma boa dose de coragem”, disse.

 

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