O papel das empresas no desenvolvimento do profissional do futuro

Entenda o lifelong learning, conceito que acredita na aprendizagem continuada

em 28/10/2019

Diante de um mercado de trabalho sempre tão dinâmico, como a universidade está preparando os profissionais e de que forma as empresas têm colaborado na formação – e transformação – de seus funcionários e equipes? Esse foi o debate do ciclo de palestras Aquário, de 15/10, na Casa Firjan, com o tema “Aprender, Desaprender e Reaprender: O papel das empresas no desenvolvimento do profissional do futuro”.

Mediado por Regina Malta, gerente geral de Educação da Firjan, o evento contou com palestras de João Filocre, diretor geral do Centro Pedagógico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Jaqueline Tibau, líder de Recursos Humanos da GE Aviation no Brasil – GE Celma; e Bruno Leonardo, CEO e co-fundador da Witseed.

Também professor do Programa de Pós-Graduação Profissional em Gestão e Avaliação da Educação Pública da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), João Filocre ressaltou a importância da educação continuada – ou lifelong learning, em inglês. Trata-se de um conceito em alta no mundo corporativo que indica que a aprendizagem deve acontecer sempre, e não somente em um período determinado. “Essa ideia de aprendizagem ao longo da vida se estendeu até a Segunda Guerra, quando os jovens começaram a ser preparados para o mercado de trabalho e não mais para o desenvolvimento do trabalhador emancipado”, diferenciou Filocre.

Além disso, ele destacou os prejuízos provocados por um modelo de educação rigorosamente padronizado, que, em vez de moldado, deve estar em constante transformação, acompanhando as mudanças sociais e de mercado. “A morte da escola é fazer o processo sempre da mesma forma, numa padronização, porque forma um ‘sistema operacional’ escolar e isso mata o processo de capacidade criativa. Eu aprendo quando algo me modifica. A aprendizagem transforma biologicamente, modifica o conjunto de operações que acontece na cabeça das pessoas”, alertou.

Para algumas empresas, a dificuldade é encontrar profissionais no mercado. Jaqueline, da GE Celma, disse que, embora possa parecer o contrário, capacitar fornecedores locais para atender a demanda da empresa é mais viável, inclusive economicamente, que importar mão-de-obra. Ela também descreveu o capital humano como um importante “patrimônio” das empresas.

Adepta do voluntariado, como, por exemplo, de ações em escolas e asilos, ela explicou a importância, para todos e para as corporações, de enxergarmos o outro e a sociedade de maneira geral. “São outras competências que o ser humano precisa desenvolver, como empatia. O voluntariado desenvolve a comunicação, o pensamento crítico, a colaboração e a criatividade. Ou seja, desenvolve o ser humano. Indústrias investem em tecnologias automatizadas, mas o que estão fazendo pelas pessoas? É preciso estimular a capacidade crítica”, enumerou.

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