Quem manda nos seus dados?

Aquário abordou os desafios e oportunidades da LGPD para as empresas

em 20/10/2019

Que importância têm os dados de clientes e pessoas comuns para empresas? Hoje em dia, toda! Eles são elemento fundamental para desenvolver qualquer estratégia de conquista de clientes e mercados. Porém, não se pode ultrapassar o limite da privacidade e ignorar o direito ao anonimato de quem não deseja ter sua vida e seus hábitos analisados. Essa foi a discussão da palestra “Quem manda nos seus dados? Desafios e oportunidades da nova lei de privacidade para as empresas brasileiras”, que aconteceu na noite da última terça-feira (24/09), na Casa Firjan, como parte do ciclo Aquário.

Um dos principais meios de coletas de dados são as mídias sociais, pois o que se faz online gera um rastro, um registro digital. E esse registro são informações, como hábito de consumo e preferências, que vão ser usadas para tentar conquistar novos clientes, desenvolver produtos, serviços e promoções. “A gente vive hoje uma economia de dados. Eles são extremamente valiosos, mais do que o petróleo”, avalia a advogada Thamilla Talarico, coordenadora de Privacidade e Tecnologia da BSBC Advogados. Ela lembra que, além dos meios eletrônicos acessados diretamente pelos usuários, também podem entrar na lista de meios coletores as empresas de RH com recebimento de currículo e cadastro de “Trabalhe conosco”, instituições públicas como Ministérios da Fazenda e do Trabalho e serviço como vale transporte, plano de saúde, locadora, entre outras.

No Brasil, a nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) vai entrar em vigor em agosto de 2020. Ela vai impactar todas as áreas de uma empresa, especialmente TI, Marketing e Jurídico, impulsionando uma cultura da privacidade, que já está tomando conta de campanhas de comunicação de grandes organizações, como Apple e Santander. Essa cultura ainda é algo novo e em desenvolvimento no mundo. Na União Europeia existe uma legislação própria sobre autoridade de proteção de dados. Já nos Estados Unidos, a legislação é estadual.

E quanto aos sistemas de reconhecimento facial, eles invadem a nossa privacidade? De certa forma, sim. Há pouco tempo, através de uma brincadeira de um aplicativo que visava simular a aparência das pessoas quando envelhecerem, usuários do Facebook podem ter sido objetos de estudo, sem saber, de empresas que desenvolvem tecnologia para reconhecimento facial. “Não é teoria da conspiração. É algoritmo. É vigilância total”, alerta Thamilla, acrescentando que, com a LGPD, toda coleta poderá ser feita, porém, desde que mediante o conhecimento e autorização do público.

O evento contou também com as palestras do diretor de Cybersecurity para o Sul da América Latina na Microsoft, Nycholas Szucko, e do especialista em Soluções de Reconhecimento Facial e Vídeo Análise, Matheus Torres.

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