Isolamento social muda hábitos de consumo

Análise de dados da Firjan aponta transformações provocadas pela crise do coronavírus

em 21/05/2020

Isolamento social muda hábitos de consumo

Os hábitos de compra e consumo passaram por transformações bastante significativas desde o início do isolamento social, provocado pela crise do coronavírus. As mudanças estão identificadas na análise Consumo no Contexto Covid-19, elaborado pela Divisão de Pesquisas Institucionais da Firjan. O material é um documento importante para a indústria entender como as pessoas estão se adaptando a este momento desafiador e tomar decisões considerando as novas demandas.  

“Analisamos dados que já foram levantados por institutos de pesquisa e entidades de classe para entender o cenário do consumidor e reunir informações para ajudar empresários na tomada de decisões. Neste momento, é fundamental saber mais sobre o hábito do consumidor”, explica Adriana Kanitz de Figueiredo, especialista da Divisão de Pesquisas Institucionais da Firjan. 

A adoção do home office, as aulas on-line e a necessidade de assumir tarefas cotidianas provocaram impacto na rotina diária de 47% dos entrevistados, e um aumento de significativo de compras on-line: de 19% em março para 34% em abril. Muitos consumidores tiveram a primeira experiência com e-commerce e para 54% deles a experiência foi mais positiva do que na loja física. Os pedidos de serviço delivery cresceram 53%. 68% das pessoas preferem fazer pagamento eletrônico - por cartão ou celular – e não usar dinheiro. Os maiores aumentos de consumo foram de produtos de saúde (111%), supermercado (80%) e beleza e perfumaria (83%). Pelo que demonstram os dados, o e-commerce veio para ficar: 82% pretendem continuar usando essa modalidade de compra. 

O estudo aborda também as mudanças nos hábitos de consumo de informações, destacando o aumento da audiência das TVs abertas, das redes sociais de vídeo (como Tik Tok, Instagram e Youtube), e das TVs por assinatura e serviços de streaming de vídeo. A atividade publicitária das marcas também acompanhou a mudança do consumidor: 43% das inserções publicitárias mencionaram o tema Covid-19 na TV. Anúncios que proporcionam esperança para o futuro, com ideias positivas, tiveram 75% de aceitação. 

Na internet, foi registrado crescimento de campanhas de lojas de departamento (60%), serviço de transporte privado (97%) e medicamentos para gripe e resfriado (660%). Por outro lado, diminuíram campanhas de excursões e viagens (65%), venda de ingressos (80%) e bares e casas noturnas (55%). 

“Nosso objetivo com essa análise de dados é fornecer informações para as empresas perceberem as oportunidades que existem nesse novo cenário”, conclui Adriana Kanitz. 

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