Pensa Rio: especialistas debatem a indústria criativa e a vocação cultural do Rio

Participantes debateram as potencialidades criativas do estado do Rio de Janeiro

11/02/2021

Pensa Rio: especialistas debatem a indústria criativa e a vocação cultural do Rio

A construção de um novo olhar sobre a cidade do Carnaval e do Rock in Rio; a criação de políticas públicas disruptivas para o estado; a importância da indústria do entretenimento durante a pandemia; e o potencial do empreendedorismo e da indústria criativa de baixo orçamento para o desenvolvimento. No segundo encontro da série Pensa Rio, da Casa Firjan, em 10/02, sobre Economia Criativa e do Entretenimento, os participantes debateram as potencialidades do estado, que tem em sua indústria audiovisual uma referência.  

Assista à segunda edição do Pensa Rio:


Com mediação de Julia Zardo, gerente de Ambientes de Inovação da Firjan, a série semanal de encontros on-line realizada sempre às quartas-feiras, às 11h30m, tem o objetivo de discutir caminhos para o Rio de Janeiro.

“A vocação maior do Rio é ser o palco do Brasil. Tem samba, rock, choro, Parque Madureira, Tijuca, Barra. Territórios com uma dinâmica entre si, sem perder o caráter de integração. No debate riquíssimo de hoje falamos sobre os caminhos para explorar esse potencial de diversidade”, definiu José Luiz Alquéres, presidente do Conselho Estratégico da Casa Firjan e curador do Pensa Rio.

Marcus Faustini, secretário de Cultura da capital, detalhou as novas políticas públicas para o que chamou de “renascimento” do Rio. Segundo ele, uma das estratégias de sua gestão será apostar no empreendedorismo e na indústria criativa de baixo orçamento, nas pequenas iniciativas da nova cena cultural, que tem coletivos de games, saraus, slams, poesia e comédia de favela, produtores de HQ. “Precisamos empreender com esse novo olhar, valorizar ações culturais que transformem territórios. A Pavuna tem o equipamento da Arena Jovelina Pérola Negra, que pode ser um indutor de mudança urbana. Queremos apostar na potência gastronômica da região e na interação com as cinco escolas do entorno e fazer um jardim urbano”, relatou Faustini.

Campanha para atrair turistas e eventos para o Rio
Tema de perguntas apresentadas pelo público que acompanhava o debate, os mecanismos para manter vivo o legado de grandes eventos na cidade, como o Rock in Rio, foram mencionados pelos participantes. A Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes – que concentram o Parque Olímpico, o Riocentro, uma rede hoteleira moderna e o polo audiovisual industrial – são tratados pelo empresário Luis Justo como uma das áreas com grande potencial turístico. “O Rio é uma vitrine do Brasil. As grandes cidades que conseguiram dar uma virada do ponto de vista turístico tinham uma assessoria de imprensa estratégica, e o Rio também precisa desse olhar cuidadoso”, defendeu Justo, que é CEO do Rock in Rio.

A criação de uma campanha exclusiva para a cidade, capaz de atrair turistas e eventos, foi apontada como estratégica por Leonardo Edde, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual (Sicav) e sócio-fundador da Urca Filmes: “O movimento da Casa Firjan é muito importante, não só para o Rio, mas para todo o Brasil. Na pandemia, vimos o quanto a cultura é fundamental para a saúde. Está na hora de pensarmos a indústria, criativa ou não, como uma coisa só. Temos milhões de pessoas envolvidas”.

A necessidade de investimentos em infraestrutura e projetos culturais também foi abordada no encontro. “Talvez o audiovisual seja um dos setores da economia com maior capacidade de distribuir renda para outros, como turismo, hotelaria e gastronomia. Para que a sua importância não seja esvaziada, precisamos de incentivo, de menos entraves burocráticos, de acesso a coisas básicas, como a internet”, reivindicou Luis Lomenha, diretor, produtor e fundador da Jabuti Studio.

Por ocasião da quarta-feira de cinzas, semana que vem não haverá encontro da série Pensa Rio. As atividades voltam na quarta, 24/02.