Summit + Festival: Reinvenção das cidades e hiperdigitalização estão entre as macrotendências 2021/2022

Num contexto de recriação do mundo, o planejamento dentro das incertezas e as experimentações se tornaram vetores de mudança

26/11/2020

Summit + Festival: Reinvenção das cidades e hiperdigitalização estão entre as macrotendências 2021/2022

Em um momento de transição, sob efeito das mudanças em decorrência da crise global, novos hábitos, linhas de pensamento e comportamentos surgem, enquanto os modelos até então vigentes vão sendo deixados para trás. Nesta quarta-feira, 25/11, segundo dia do Summit Firjan IEL + Festival Futuros Possíveis 2020, pesquisadoras do Lab de Tendências da Casa Firjan apresentaram o relatório das macrotendências para 2021/2022. A hiperdigitalização, o protagonismo do espaço doméstico e a priorização do coletivo estão entre os conceitos integrantes dos cenários de futuros possíveis mapeados pelas pesquisadoras.

“O relatório do ano passado apresentava um mundo em fissuras, prestes a se partir. Nesse, de agora, o mundo como conhecemos literalmente se partiu e surge uma nova configuração. O momento é de transição e ruptura”, analisa Carol Fernandes, coordenadora do Lab de Tendências.

Três cenários possíveis
O espírito da pandemia construiu emoções e novas escolhas para empresas e profissionais. Num contexto de recriação do mundo, o planejamento dentro das incertezas e as experimentações se tornaram vetores de mudança, três cenários de futuros possíveis despontaram nas pesquisas. No primeiro, denominado Tecnoceno, a tecnologia está no centro das análises comportamentais, com a digitalização das experiências cotidianas, a reconfiguração dos rituais de sociabilidade em decorrência do isolamento social e uma transformação digital acelerada.

A segunda macrotendência, Equilibrium, tem no eixo o bem-estar e a economia do cuidado. A desaceleração, a reconfiguração das cidades, o protagonismo do espaço doméstico e a conscientização sobre os impactos das formas de existir e produzir são indicadores do cenário. Segundo as análises, na pandemia as pessoas passaram a questionar hábitos e estilos de vida. A casa tem se tornado um espaço privilegiado de consumo e experimentação e as empresas precisam ficar cada vez mais atentas a isso e a necessidade de proporcionarem bem-estar para as pessoas. Os espaços urbanos se reorganizam para acomodar melhor as pessoas, em vez de priorizar os automóveis.

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Na terceira macrotendência, Imagimundo, a necessidade de criar algo novo a partir de um mundo incerto se impõe. As dificuldades de vislumbrar um futuro diante de um cenário instável e o alto grau de imprevisibilidade do mercado dão a tônica do momento. “Esse cenário é o da reinvenção radical, da quebra de paradigmas e condicionamentos. O individualismo dá lugar ao coletivo e o que é feito para e pela comunidade ganha valor”, detalha Isabela Petrosillo, pesquisadora do Lab de Tendências.

Apresentado desde a inauguração da Casa Firjan, em 2018, o relatório bianual de macrotendências é resultado de pesquisas elaboradas por uma equipe multidisciplinar, formada por antropólogos, especialistas técnicos e designers.