Ações inovadoras apoiam favelas durante a pandemia

Gerência de Suporte Operacional da Firjan listou iniciativas para áreas de vulnerabilidade social do RJ

em 16/06/2020

Ações inovadoras apoiam favelas durante a pandemia

A crise causada pelo novo coronavírus tem afetado muitas pessoas que moram em favelas e periferias, conforme mostram estudos realizados pelo Data Favela, Instituto Locomotiva e SOS Favela. Alguns dados ressaltam que metade dos moradores de áreas de vulnerabilidade social da capital e da Baixada Fluminense vivenciaram a morte de pessoas próximas com suspeita de Covid-19.

O Rio de Janeiro é o único estado do sudeste que possui mais de 10% da população em favelas, segundo informações da pesquisa “Economia das Favelas – Renda e Consumo nas Favelas Brasileiras”, realizada pelo Instituto Data Favela em parceria com o Instituto Locomotiva. A pesquisa também revela que 13,6 milhões de moradores de favelas pelo país movimentam R$ 119,8 bilhões anualmente. Neste sentido, os pequenos negócios desses territórios têm sido bastante afetados pelos efeitos da pandemia, influenciando na diminuição da renda familiar de muitas pessoas, considerando que 46% vivem da renda de um negócio próprio; e 15% abriram um novo negócio nos últimos 12 meses, a maioria por necessidade. Devido a um número alto de estabelecimentos na informalidade, acessar linhas de crédito é mais difícil.

A pesquisa que deu origem ao projeto “Mães da Favela”, também do Instituto Data Favela em parceria com o Instituto Locomotiva, evidenciou que dentre a população moradora de comunidades, as mulheres mães estão em situação de maior vulnerabilidade. Elas desempenham o papel de sustento e cuidado de filhos e, por vezes, também dos idosos. Estima-se que 5,2 milhões pessoas sejam mulheres e mães moradoras de favela, sendo que 70% podem ficar sem renda durante o período de isolamento social. Dados do SOS Favela reiteram o protagonismo das mulheres no combate ao novo coronavírus, salientando que são elas que mais participaram das ações da sua campanha nos territórios.

Em meio à crise, pessoas que moram em áreas de vulnerabilidade social têm se mobilizado por meio de articulações comunitárias e fortalecimento de redes de solidariedade para combater o vírus e reduzir os impactos sociais e econômicos nos territórios. Dentre as articulações realizadas estão presentes diferentes atores da sociedade civil, como universidades, ONGs e empresas privadas. As ações desenvolvidas são diversas e englobam arrecadação de doações, cadastro de famílias de baixa renda, combate a fake news, produção de conhecimento, acolhimento e capacitação de jovens moradores de favelas.

Considerando as ações em comunidades como um importante pilar do ambiente de inovação, a Gerência de Suporte Operacional da Firjan listou algumas iniciativas inovadoras de mitigação dos impactos sociais da pandemia. Confira abaixo:

➡ SESI Cidadania e SOS Favela
Viva Rio e a Firjan SESI firmaram uma parceria por meio do SESI Cidadania, para apoiar o SOS Favela. O objetivo é organizar uma rede de solidariedade para reduzir as consequências do isolamento social para moradores de comunidades populares e periferias pobres do estado do Rio. A ação é parte do Programa Resiliência Produtiva Firjan, conjunto de ações elaboradas pela federação para enfrentar a atual crise da Covid-19. Mobilização é um dos pilares do Programa, que visa contribuir de forma que a sociedade supere este momento.

O programa SOS Favela articula pequenos estabelecimentos locais em comunidades, onde famílias de baixa renda podem buscar cestas básicas, com itens de alimentação e higiene, no valor de R$ 55. Os agentes do SESI Cidadania atuam cadastrando famílias em situação de vulnerabilidade social e mercadinhos locais. Foram distribuídas 65.496 cestas em 394 comunidades de 32 municípios do estado do Rio de Janeiro. Neste contexto, 35.561 famílias foram beneficiadas, destas, 29.935 famílias receberam uma segunda doação, totalizando um número 129.442 pessoas beneficiadas. SAIBA MAIS

➡ Programa ViraVida – Jovens do futuro
O Programa ViraVida, da Firjan SESI, irá lançar a sua versão online para atender jovens oriundos de favelas e periferias. Nesta versão piloto, o programa atenderá jovens previamente cadastrados no processo seletivo. O objetivo do programa é auxiliar os jovens a desenvolverem as competências comportamentais necessárias para os desafios do mundo pós- Covid-19. A metodologia tem como pilares: acolhimento, desenvolvimento humano e aprendizagem de competências relacionadas à empregabilidade. SAIBA MAIS

➡ Aplicativo Voz das Comunidades
O Voz das Comunidades é uma potente mídia comunitária, criada pelo jovem Rene Silva, morador do Complexo do Alemão, há mais de dez anos. Em parceria com o Consulado Americano no Rio de janeiro, o Voz das Comunidades lançou um aplicativo de mesmo nome com o objetivo mitigar os efeitos da Covid-19 a partir da divulgação de informações confiáveis, atualização de notícias e combate a fake news. SAIBA MAIS

➡ Mapa Corona nas Periferias
O Mapa Corona nas Periferias foi uma iniciativa do Instituto Marielle Franco em parceria com o Favela em Pauta. O mapa tem o objetivo de visibilizar ações de combate ao novo Coronavírus nas favelas e periferias. No site estão listadas iniciativas por território, facilitando a articulação com pessoas que desejam apoiar ou realizar o cadastramento de novas ações, o que torna o mapa uma ferramenta dinâmica e atualizada. SAIBA MAIS

➡ Dicionário de Favelas Marielle Franco
O Dicionário de Favelas Marielle Franco, também conhecido como WikiFavela, é uma plataforma virtual de formato colaborativo, idealizado através de parcerias entre Fiocruz, UERJ e outros atores. O dicionário de Favelas Marielle Franco tem reunido materiais produzidos pelas favelas e para as favelas no cotidiano e no enfrentamento à pandemia do novo Coronavírus. Dentre os materiais que podem ser acessados estão cartilhas, campanhas, artigos científicos, vídeos entre outros. SAIBA MAIS

➡ Mães da favela
Mães da Favela é um programa social idealizado pela CUFA e faz parte das ações desta instituição contra o novo coronavírus. O público atendido são mães solo moradoras de favelas de 17 estados e do Distrito Federal. A campanha ocorre em parceria com diversas instituições, pelo site é possível realizar doações, acompanhar os valores que estão sendo arrecadados, a quantidade de beneficiárias e acessar os princípios de transparência do projeto. As cestas distribuídas são físicas e também digitais, as quais durante dois meses mães cadastradas receberam um “Vale Mãe” no valor de R$120. A iniciativa que também propicia o fortalecimento do comércio local. SAIBA MAIS

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