Cultura Empreendedora

Segunda edição do Diálogos da Inovação reuniu players do setor para debater a cultura empreendedora

em 08/10/2019

A segunda edição do “Diálogos da Inovação” reuniu players do setor para debater a cultura empreendedora e como transformar conhecimento em negócios. O evento, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), aconteceu em 08 de maio, na Casa Firjan.

Felipe Rochefeller, presidente da Federação das Empresas Juniores do Estado do Rio de Janeiro (Riojunior), apresentou a atuação desse movimento universitário, que fomenta a educação empreendedora como maneira de formar pessoas comprometidas e capazes de transformar o Brasil, por meio de um trabalho voluntário.

“As habilidades exigidas no mercado não são mais apenas técnicas. É preciso ter produtividade, saber delegar tarefas, motivar as pessoas, gerenciar problemas e tempo, ter visão crítica e sistêmica e saber trabalhar em equipe. Tudo isso é desenvolvido pelos empresários juniores”, explicou. O movimento nascido em 1998 já realizou mais de 1.600 serviços por 47 empresas universitárias.

Julia Zardo, gerente de Ambientes de Inovação da Casa Firjan, também detalhou a atuação da federação no fomento ao empreendedorismo, com foco no futuro do trabalho. “Temos FabLabs, laboratórios de tendências, palestras e cursos na Casa Firjan voltados para essa temática, exatamente por entender que é uma demanda”, afirmou.

União para a inovação

José Alberto Aranha, presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), ressaltou que esse incentivo desde a universidade é importante para o ambiente de inovação: “É preciso aproximar mercado e academia para inovar. Vale ressaltar que inovação não diz respeito apenas a novas tecnologias, mas sim a cultura, a novas maneiras de pensar e encarar um problema”. Aranha foi fundador e diretor do Instituto Gênesis da PUC-Rio, além de ajudar a fundar e coordenar a empresa júnior da universidade por mais de 10 anos.

Henrique da Hora, presidente da TECCAMPOS, incubadora de base tecnológica no Norte Fluminense, e diretor de Inovação do Polo Embrapii em Campos dos Goytacazes, tem o mesmo pensamento. “Inovação não se faz sozinho. É preciso diversidade e parceiros, de modo a dividir riscos e recursos. Além disso, é preciso diálogo entre a universidade e a indústria para poder desenvolver projetos demandados pelo mercado”, provocou Hora. A TECCAMPOS é um dos diversos atores do ecossistema de empreendedorismo e inovação em Campos, corresponsável pelo direcionamento da economia para além do petróleo.

Por sua vez, Hector Gusmão explicou como grandes empresas e startups devem trabalhar juntas para gerar inovação. Com essa premissa, ele fundou a Fábrica de Startups Brasil, uma aceleradora corporativa, no Porto Maravilha, que ajuda a promover empreendedorismo, encontros e inovação. “Grandes empresas fazem pesquisa e desenvolvimento (P&D) incremental. Para ter inovação grande, de fato, é preciso de apoio de startups. Por isso é importante as duas trabalharem juntas”, destacou Gusmão, que já foi nomeado pela Forbes Brasil um dos jovens mais relevantes do país abaixo dos 30 anos.

Os Diálogos da Inovação acontecem uma vez por mês, com o objetivo discutir sobre as mais importantes temáticas dentro do âmbito da inovação no Brasil e no mundo.

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