Aquário Casa Firjan discute o futuro do trabalho e a economia de baixo contato

Crise acelerou mudanças em dez anos

12/06/2020

Aquário Casa Firjan discute o futuro do trabalho e a economia de baixo contato

Interações com menos contato, medidas reforçadas de saúde e segurança, novos comportamentos humanos. Essas são as características da chamada economia de baixo contato (low touch economy), condição socioeconômica provocada pela Covid-19, segundo estudo da Board of Innovation. Nesse contexto, qual o futuro dos modelos e espaços de trabalho frente ao “novo normal”? O tema foi abordado no Aquário Casa Firjan, em transmissão on-line na terça-feira (09/06).

A pesquisa também apontou que 85% das organizações no mundo tiveram suas receitas impactadas negativamente pelo atual cenário, reforçando a necessidade de uma retomada segura das atividades. De acordo com Maurício Longo, estrategista digital e cofundador do Mundo Exponencial, as mudanças em direção à economia de baixo contato já vinham sendo desenhadas há décadas, quando veio a pandemia e antecipou tecnologias e procedimentos.

“A economia de baixo contato é essa nova realidade em que estamos inseridos agora, em que a saúde se tornou uma preocupação central. Se de um lado temos os efeitos negativos da pandemia, de outro temos a oportunidade de repensar modelos de trabalho mais flexíveis e reconhecermos os benefícios que eles podem trazer”, frisou.

Roberta Vasconcellos, cofundadora e CEO da BeerOrCoffee, rede que oferece soluções de escritórios, destacou que a Covid-19 acelerou o futuro do trabalho em dez anos. “O conceito de anywhere office (a ideia de que se pode trabalhar a partir de qualquer lugar) já era uma forte tendência, mas ainda sofria resistência de algumas empresas. Hoje grande parte das organizações já considera adotar o home office como política permanente. O cenário que teremos daqui para frente envolve modelos de trabalho híbridos, distribuídos e adaptáveis à rotina dos funcionários”.

Ela acrescentou que os espaços de trabalho estão sendo repensados, especialmente os escritórios tradicionais, que darão lugar aos coworkings, com contratos mais flexíveis e cadeiras rotativas, priorizando o menor deslocamento dos colaboradores e sua segurança.

José Luiz de Barros, gerente Institucional de Saúde e Segurança do Trabalho da Firjan, por sua vez, apresentou o recém-lançado Guia de Orientações para a Retomada Segura das Atividades Industriais, elaborado pela federação com o objetivo de auxiliar as empresas no retorno de suas atividades. “O mundo do trabalho mudou, e as empresas que não conseguirem se ajustar a essa realidade de maior distanciamento social ficarão para trás. Trata-se de uma mudança de cultura. O guia apresenta diretrizes essenciais a serem adotadas nesse retorno e sugestões que podem ser adaptadas ao contexto de cada empresa”, salientou.