Planejamento estratégico é ferramenta de fortalecimento das marcas

Especialistas debateram no Aquário Casa Firjan a importância do tema, que afeta desde as startups até as multinacionais

16/09/2020

Planejamento estratégico é ferramenta de fortalecimento das marcas

O planejamento estratégico como base do desenvolvimento de qualquer negócio foi tema do Aquário Casa Firjan da semana: “Ecossistema empresarial: como integrar empresas, marcas e pessoas”. Da startup à multinacional, o planejamento estratégico é fundamental para a saúde de qualquer empresa, pontuaram os especialistas. Segundo Maximiliano Tozzini Bavaresco, CEO da consultoria Sonne, três pilares centrais devem ser pensados para construir o futuro: o marketing, o design e a gestão, tendo como interseção a estratégia.

O conceito é detalhado em seu livro, “Acima de tudo” (Editora Sextante), que foi apresentado durante o evento. Com mediação de Rafaela Rio, coordenadora de Projetos e Processos na Firjan, o encontro on-line contou ainda com debate sobre cases de sucesso, em que especialistas falaram sobre como as organizações podem fortalecer as suas marcas. O livro de Bavaresco propõe uma metodologia inovadora, aplicada com sucesso em dezenas de organizações, entre elas Friboi, HDI Seguros e Medcel. 

No debate, ele enfatizou o estímulo à produção de conhecimento e à inovação como uma das ferramentas mais importantes para oferecer o melhor ao cliente e fazer a empresa crescer. “Ter muitos anos de mercado não é garantia de sucesso e não existe empresa, por mais competente que seja, que não possa evoluir. Não se pode esperar que a crise venha para, então, investir em conhecimento e inovação. E isso só existirá se houver planejamento. Abraçar o aprendizado ao longo da vida pessoal ou profissional e investir em um planejamento constante é essencial para obter êxito”, ensinou.

Clareza de objetivos é a base

Para Guilherme Soárez, Co-CEO SingularityU Brazil e VP da Ânima Educação, uma das bases da estratégia é a clareza de objetivos. “Mais importante do que ter as respostas é fazer as perguntas certas. A boa estratégia tem base nisso. Qual é a essência da marca? Como posso fazer para obter sucesso? E a inovação só vai surgir a partir daí, porque houve uma estruturação. As pessoas têm todas as respostas, com base em reflexões profundas, e sabem onde querem chegar”, afirma.  

Paulo Uebel, ex-secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, associou a integridade das marcas ao seu sucesso. “Seja qual for o porte ou a natureza da empresa, o importante é ter um método e olhar o todo, atuando de forma integrada. O trabalho de marca bem sucedido coroa um trabalho de práticas de gestão consistentes. Um contribui com o outro”, opinou.

Maria Eugênia Campacci Rocha, diretora executiva na Ernst&Young, falou sobre a frequência do pensamento estratégico. “Claro que tudo depende da empresa e de sua flexibilidade, mas o planejamento precisa ser feito sempre, por conta das novas tecnologias e da mudança de comportamento do cliente. Não se pode ficar preso em planejamento desenhado, que não leva em conta esses fatores”, afirmou ela, que foi colega de Bavaresco durante o processo de reestruturação do posicionamento e mudança de marca da Friboi.